mercredi 12 novembre 2014

Atelier de Escrita Criativa


8 commentaires:

  1. O quarto

    Disponível para se sentar
    ao meu lado ele esta
    paciente a esperar
    o banco lá ficara

    Em baixo dela
    para guardar os cadernos
    se esconde a bela
    mala dos meus sonhos

    Grande e confortável
    ao fundo ela se mantem
    para repouso e abrigo
    dos sonhos do além

    Todos juntos
    constituem o meu abrigo
    um lugar de descanso
    O meu quarto, o meu amigo

    Miguel Zimmer

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  2. Texto argumentativo :

    Espírito Natalício :


    Todos nos sabemos que o Natal está aí à porta, e as decorações, já estão quase todas espostas nos centros comerciais, e isso já lembra as pessoas a comprar prendas de natal. Em minha casa aqui, a arvore de Natal é feita no primeiro fim de semana do advento, mas em Portugal é logo o dia a seguir quando chegamos. Adoro mesmo decorar a minha casa de Natal, é mesmo a minha época preferida do ano.
    Pessoalmente gosto muito do espírito natalício, das decorações, até as pessoas entre elas parecem ser mais símpaticas e mais bem dispostas. Gosto também de passar o Natal em Portugal, estar com a minha família, preparar tudo para o Natal com a minha família, que seja os doces, a mesa, ou as ultimas compras. As tais compras onde toda gente vai no último momento, e em que as lojas e centros comerciais estão cheios de gente, mas para mim até é engraçado e tem bastante espírito natalício. Mas o mais importante, é na noite de 24 e 25 de dezembro onde o convívio é grande, junto a mesa com a tradição pelo menos na minha zona que é o bacalhau. A noite nunca acaba antes das 3-4 da manhã, porque ha sempre tema de conversa a mesa, ou na sala, e quando dámos pelas horas, já é madrugada.


    Vanessa Barbosa - 9 ano

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  3. A viagem da minha bagagem

    Hoje, estava ancioso por saber que irei de ferias para Portugal. Eu vou ver os meus avós. O meu problema era que não sabia o que levar. Claro que levava a minha roupa mas não sabia o quê levar. O meu garda-fatos estava cheissimo de diversas mudas de roupa. Em casa estava sozinho, e não tinha niguem para aconcelharme o que havia de levar.tirei do meu armário a roupe que adorava mais, mas ainda era muita então pegei num dado, atribui un numero para cada muda de roupa e a cada vez que atirava o dado e que o nummero dela correspondia ao nummero da roupa, metia-a dentro da mala. Depois ainda a tinha enchido com alguns acessorios para me lavar, lavar os dentes, carregador para o telemovel, sapatos, bilhete para o aviao, etc...
    Apos uma boa hora, carregei o meu carro com a bagagem e fui-me embora para o aeroporto. Na minha conscencia tinha medo de me esquecer de alguma coisa. Quando estava a chegar ao aeroporto havia muita ciculação. Mas nao durou muito até estacionnar o meu carro. Fui ao balcão para fazer o meu "check-in" mas estava um pouco atrasado. Quado fui attendido, entregei a mala para ir no porão do aviao, explicaram-me em qual porta de embarque tinha que ir, etc... Mas achei esteranho do foncionnário não me ter pedido o meu Cartão de Cidadão. Não lhe disse nada e segui para a porta de embarque. Estava muito em atraso porque toda a gente já tinha entrado no avião. Pediram-me o bilhete de embarque, e o Cartão de Cidadão. Quando tentei de o procurar no meu bolso não o encontrei. Os empregados nao me deixaram entrar na aeroneve. Tentei de dizer para me entragar a mala e remover o meu voo para o dia a seguir. Disseram-me que era impossivel entregar a bagagem neste momento mas que podiam a guardar para o dia seguinte.
    Finalemente, a minha mala fez a viagem sozinha e veio me esperar no dia seguinte ao aeroporto.



    Dylan Perdigao

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  4. O meu quarto:

    O meu quarto é pequeno mas é um sito calmo e com muita serenidade. No meu quarto tenho 4 mobilias, o que o enche bastante. A minha cama é pequena mas é fofinha e confortvel. O meu armario é grande e tem muito roupa metida la dentro. O meu escritorio é grande mas esta quase sempre derarumado. A minha mesa de cabeceira é pequena mas tambem consigo por la muitas coisas tenho uma janela que da muita luz para dentro, e de verão quando bate o sol o meu quarto fico muito luminoso. Prontos este é o meu quarto, um lugar onde eu me sinto em paz, onde consigo e onde eu gosto muito estar.

    Christel

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  5. Uma carta para a mulher :

    Minha Maria, estou a olhar para as nossas fotografias… Aquelas que a gente fez quando queríamos vender a casa. Lembraste? Aquela nossa cama onde nós nos deitávamos, aquelas dos nossos filhos, aquela mesa onde estava a nossa cruz suspendida, aquela que todas as noites pego para rezar para que a nossa vida se componha. Aquela fotografia com as nossas roupas estendidas, tu chamavas-me sempre para eu vir dobra-las contigo, eu respondia-te sempre não e tu com aquela carinha e o beicinho que fazias, não te conseguia resistir. As nossas fotografias que nós tínhamos pendurado ao murro. Tudo isto me faz lembrar o quando tu me fazes falta e a nossa casinha também, aquela que hoje pertence a uma pessoa que nem conhecemos… Aquelas minhas galochas que eu usava quando ia ao quintal e o nosso vinho que me faz tanta falta… Todos os dias penso em ti e como era boa a nossa vida. Não te esqueças do quanto eu te amo, fazes me tanta falta meu amor. Muitos beijinhos


    Fabio Monteiro – 12 ano

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  6. Perda de contato

    A Joana vivia numa casa com o irmão, à beira do mar. Ela era muito doente, então era o irmão que tinha que ocupar-se dela. A casa era pequena mas chegava para os dois viver. O irmão, Rodrigo, trabalhava no campo de manha e ia à feira à tarde para vender os frutos e os legumes que tinha recolhido na manha. A Joana que não podia trabalhar só se ocupava da casa.
    Um dia, quando o Rodrigo voltou desesperado finalmente disse “vou emigrar para a cidade, já não consigo pagar as despesas da casas só com o meu trabalho que não da dinheiro que chegue.” A Joana não queria que o irmão fosse em bora mas também sabia que eles não tinham outra possibilidade. Algumas semanas mais tarde, quando o Rodrigo tinha acabado de preparar a sua partida, foi-se. A Joana, sempre doente, continuo de viver a sua vida normalmente. O irmão mandava dinheiro para ela e ela vivia desse dinheiro. Também escreviam cartas um ao outro. Só que o que o irmão não sabia era que a Joana estava cada vez pior.
    O Rodrigo, ia fazendo a sua vida e continuava a enriquecer. Dia por dia, ganhava mais dinheiro mas já não queria voltar para a aldeia. Não queria deixar a sua vida de cidadão e a irmã também não queria deixar a casa dos pais. Rodrigo que tinha-se lançado no comercio, criou uma empresa de sumos. A empresa estendeu-se nacionalmente.
    A Joana, que estava tão doente que nem podia sair da cama, tinha parado de mandar cartas para o irmão que também tinha parado de mandar cartas mas continuava de mandar dinheiro.
    Nessa noite de dezembro, pouco antes o Natal, a Joana morreu de doença. O irmão que tinha prometido de vir a aldeia para o Natal, não tinha esquecido a promessa. Infelizmente, o irmão, que não suspeitava nada, pensava que a irmã estava em boa saúde como ela tinha explicado nas primeiras cartas. Ele chegou, no dia 24, a aldeia e quando entrou em casa, não viu ninguém. Esperou até ao sol desaparecer a sua irmã na casa. Como ela nunca aparecia, decidiu ir a sua procura. Chegou ao centro da aldeia, a onde toda as pessoas estavam, preguntou à um labrador se conhecia a Joana e se a tinha visto. O labrador olhou com tristeza ao Rodrigo e respondeu-lhe que a sua irmã já qua não estava. O Rodrigo percebeu ao olhar do velho homem que a sua irmã já não era deste mundo.
    Nesse mesmo dia, o Rodrigo voltou logo para a cidade onde estava a sua mulher e a sua filha e nunca mais voltou para a aldeia e nunca mais deixou a sua família.
    A casa de infância do Rodrigo e da Joana nunca mais foi habitada mas continuo de estar no penhasco onde muitas famílias portuguesas contunuão de visitar a aldeia.

    Silvie Migueis Da Costa

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  7. Os três irmãos, longe da vista mas perto do coração

    São Paulo, 06/11/89
    Caro irmão,

    Aqui, você terá tudo o que precisa, uma cama em muito bom estado que minha esposa deixou preparado para você, na sala de jantar eu lhe-deixei em cima da mesa, o seu preferido, vinho das nossas vinhas.

    Fixei algumas fotos na parede, incluindo uma delas você, eu e nosso falsido irmão, que permanecerá sempre em nossos corações, e outra com o meu filho Jorge, ele têm quatro anos, graças a Deus ele está bem.

    Você também vai ver a famosa tocha de nosso pai, aquela que ele tinha quando estava na tropa.

    Esperando que você vá passar uns bons momentos em nossa casa, eu desejo-lhe boa sorte para o futuro, saudades suas, abraço forte

    António, Paula e Jorge

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  8. Mais Além

    Portugal, 24 de Abril de 1974, a emigração é ilegal no regime do Estado Novo. Os jovéns não podem escapar ao serviço militar.
    Un jovem de 18 anos decide partir para o evitar e assim encontrar uma melhor situação do que aquela que lhe é permitida em Portugal


    Após tantos dias fechado neste pequeno quarto, o dia finalmente chegou. Que tristeza a minha; abandonar minha pobre casa. Vou ter saudades do seu cheiro, melancolia de me sentar àquela janela e admirar os pássaros cantando um hino de glória ao céu por se deixar atrevessar pelos raios celestes a cada linda madrugada.
    A minha mala pronta espera-me à frente da porta como se já tivesse feito o seu adeus ao lar que sempre a acolheu mesmo após uma longa ausência.

    Melancolico e ensonado, ando pelo campo obscuro mas iluminado pelas estrelas como minhas únicas companheiras, direção à fronteira deixando para trás uma mulher esperançosa.

    Ao longe vejo a estação de comboios, lugar de encontro previsto, iluminada por uma vaga luz dançante e febril.

    Esta partida prevista e imaginada dias atrás deixa-me nervoso mas desejoso. Desejoso de lutar para ter mais do que a vida nos tem dado.
    Tudo tem de correr na perfeição ou a minha liberdade tornar-se-á passado.
    Neste mês de Abril de 74, na vespéra dos meus 18 anos; tenho de fugir do meu país, das minhas raízes e tudo isso para me permitir esperar algo melhor do futuro.

    Chego à estação, as malas acumuladas debaixo do relógio central do qual o ponteiro parece paralisado dando a impressão que o tempo foge de nós e que estamos perdidos nele , demostram a motivação de fazer avançar as expetativas.

    A “ Grândola Vila Morena” toca no rádio. E hora de partir. Enquanto os mensageiros da liberdade avançam em direção à cidade e à revolução prometida, nós entramos para a carruagem do comboio que parte em direção à esperança. A música sempre tocando , esta música revolucionária da qual a letra : “ terra da fraternidade” não para de fazer eco na minha mente porque hoje abandono o meu país, a minha terra para me transformar num clandestino, sem raízes.País tão nobre que é o meu, rejeita-me e deixa-me sem identidade. O comboio não pára, fazendo corrida ao tempo e sem sequer olhar para trás.

    Por enquanto, não sei se é a decisão mais adequada mas tenho que acreditar. A terra prometida havemos de lá chegar, mas apesar de tudo, Portugal continua nosso, no fundo do coração destes órfãos apatriados mas patriotas na alma. Não sei quando poderei voltar. Aterrorisa-me a ideia de nunca mais voltar no meu pensamento, a esperança de um dia regressar à minha terra natal e voltar a ver família e amigos permanece e há de permanecer em mim , e quem sabe, viver nesse lindo jardim da Europa, aonde ficaram as minhas raízes e que eu levo neste meu coração.
    Que Deus assim o permita e dê a sua bênção aos meus irmãos , militares, que estão prontos a debaterem-se por um país livre e democrático, que um dia se calhar, será capaz de acholher ou de voltar a acolher seus filhos abandonados.

    Mas... que assim seja.

    Claudia P. – 11˚ano

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